Revista Wimoveis

Ademi - DF

ademi 

 

 

adalberto ademi

Desde o mês passado, o Distrito Federal entrou em uma discussão que pode mudar literalmente as estruturas daregião. Composto por cerca de 14 mil componentes, a Conferência Distrital das Cidades discutiu sobre as novas diretrizes habitacionais de todas as regiões administrativas. Ao longo de 32 reuniões nos últimos dois meses, foram colocadas em pauta questões como a Lei de Uso e Ocupação do Solo, o PlanejamentoTerritorial e Urbano do DF, além do Programa de Habitação de Interesse Social. No entanto, a maior discussão será em torno da nova definição das fronteiras entre as cidades-satélites. Atualmente, são 30 RA’s, mas há a expectativa de que isso mude de acordo com as decisões da Secretaria de Habitação. Tais modificações podem alterar o cenário imobiliário e econômico do DF.

1. Qual o benefício que debates como esses

trazem para a população de Brasília?
Refletir sobre a atual divisão das regiões administrativas do Distrito Federal é de importância vital para a sociedade; tanto a comunidade que habita esses locais, quanto para o mercado imobiliário que investe e precisa trabalhar em sintonia com as administrações regionais. O crescimento de algumas regiões é muito rápido, o que exige um dinamismo maior das estruturas burocráticas para acompanhar e se adaptar às novas disposições. Assim como aconteceu com Águas Claras, que se tornou uma região administrativa à parte de Taguatinga, devido ao tamanho volume de demandas, outras regiões precisam avaliar suas atuações.

2. Quais mudanças o mercado imobiliário pode sentir se o mapa do DF mudar?

Haverá um grande impacto. Cidades como Sobradinho I e II podem virar uma só. Água Quente pode virar RA, assim como Arniqueira. Todas as mudanças têm impacto direto no mercado imobiliário do DF. No caso dos limites de cada região administrativa ou a junção de algumas delas, isso tem um impacto direto na logística de aprovação de projetos. Algumas regiões administrativas já sofrem com a sobrecarga de trabalho e a falta de profissionais para aprovar projetos. Caso essas uniões ocorram sem um aumento proporcional de funcionários, isso pode representar uma espera ainda maior no tempo de aprovação dos projetos. O uso do solo também é outro ponto de atenção, pois dependendo do que for decidido, mudará a forma de se construir prédios e garagens. Por último, mas não menos importante, as áreas de interesse sociais devem ser avaliadas para não estimularem novas invasões. Hoje as classes C e D já tiveram um aumento no poder de consumo e na forma de conseguir crédito para adquirir as moradias de forma regular, mas caso seja consolidado o modelo de invasão do passado, a população pode voltar a ter interesse em lotes irregulares.  

3. O crescente número de regiões administrativas no DF repercute de que maneira no mercado imobiliário?

Algumas regiões administrativas necessitam de uma avaliação mais precisa. Até mesmo para delimitar áreas de usos distintos como moradia e indústria. Acredito que a segmentação delas de acordo com limites mais relacionados às características e vocações de cada região podem trazer benefícios como agilidade em aprovação de projetos e mais eficiência nas soluções necessárias em cada administração.

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