Além do lucro
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- Publicado em Quarta, 18 Janeiro 2012 17:49
Empresas e entidades do mercado imobiliário investem no social com olhar voltado para muito além do simples lucro financeiro
O final de ano é um momento para grandes reflexões e decisões, ainda mais quando estas se dão dentro do ambiente corporativo. O ano fiscal foi positivo? As receitas e pagamentos conseguiram se estabilizar? Os fornecedores, parceiros e funcionários cumpriram com as expectativas projetadas?
Enfim, o pensar em si e na própria estrutura empresarial, via de regra, sempre foi o foco maior de grande parte das empresas e empresários que privilegiam o lucro como o grande deus do mercado.
Todavia, de certo tempo para cá, uma nova vertente de pensamento empresarial se faz presente e mais atuante: a preocupação em retribuir e compartilhar os bons resultados obtidos com aquela parcela da população menos bem aquinhoada financeira e socialmente.
A bem da verdade, este processo teve início com a preocupação de entidades sem fins lucrativos em doar tempo, recursos e material humano com o intuito de participar de forma mais efetiva nas transformações do tecido social brasileiro ainda tão esgarçado e desigual.
Serviço social em destaque
O Seconci, Serviço Social do DF, é um bom exemplo de entidade que atua a favor desta tendência social. Sem fins lucrativos, atua na área da construção civil oferecendo diversos serviços de assistência aos trabalhadores do setor e seus familiares.
Considerado o braço social da construção civil, foi fundado em 1988 e visa à inserção da cidadania, contribuindo para o combate das desigualdades sociais, por meio de assistência preventiva médico-ambulatorial, odontológica, engenharia de segurança do trabalho, alfabetização e capacitação.
Segundo Izídio Santos Júnior, Presidente da entidade, "a promoção da cidadania e o atendimento gratuito às principais demandas do trabalhador contribuem enormemente para a diminuição do risco de acidentes em canteiros de obras, melhoria da saúde do colaborador da construção civil e uma reconhecida solidificação da estrutura familiar, representada por uma ascensão social e profissional".
Empresas em ação
A estrada pavimentada pelas instituições sem fins lucrativos no atendimento às demandas sociais tanto de trabalhadores quanto de pessoas ou comunidades carentes foi rapidamente percorrida por um sem número de empresas do setor imobiliário que entenderam residir aí mais um diferencial de qualidade e proficiência em suas áreas de atuação.
Para Daniela Demartini, Diretora de Gestão de Pessoas da Imobiliária Lopes Royal, o engajamento da empresa neste tipo de ação funciona como uma forma de amplificar uma postura positiva.
"Nossa proposta maior é estimular as pessoas a encontrarem outras formas de ajudar ao próximo, doando não só o bem material, mas principalmente separando um tempo para se doar para uma ação. Esse contato, essa doação, faz muito bem para as pessoas. Faz inclusive com que valorizemos mais a nossa família e as nossas conquistas", enfatizou Daniela.
Interação
Para Kênia Oliveira, Gerente de Marketing da Emplavi, o objetivo primordial na participação em ações sociais reside na importância de se construir histórias felizes, não apenas para os clientes, mas também contribuir para a melhoria da qualidade de vida das pessoas mais carentes.
As instituições indicadas para receber as doações da empresa são visitadas por uma equipe da Emplavi para avaliação e atendimento das necessidades mais prementes. A partir daí, as ações são planejadas mês a mês.
Segundo Kênia, "é indescritível a sensação de poder ajudar quem precisa. Cada entrega tem uma emoção diferente, o contato com as crianças é muito gratificante".
A afirmação da executiva é corroborada pelo depoimento de alguns dos beneficiados. "Parece que foi um anjo da guarda. Estávamos passando por sérias dificuldades financeiras e a ajuda da Emplavi veio em boa hora", afirmou Cleonice Maria da Silva Barbosa, responsável pelo Centro de Desenvolvimento Comunitário – CEDEC de Itapoã.
Foco no meio ambiente
As atitudes ambientalmente corretas e o respeito pelos recursos humanos garantiram à Via Engenharia destaque na área de responsabilidade social em 2011. Além do programa "Via Solidária" de arrecadação de agasalhos e cobertores, promovido pelo Grupo Via há nove anos com a participação de clientes, colaboradores e fornecedores, a empresa participa de programas reconhecidos de apoio a entidades carentes, em parceria com alguns veículos de comunicação. Este ano, o Centro Assistencial Coração de Jesus foi contemplado com a doação de centenas de cobertores e agasalhos.
"A Via é uma empresa que se preocupa com a questão socioambiental e, ao longo do tempo, tem feito a sua parte investindo em ações para beneficiar programas do tema," afirma o Presidente da Via, Fernando Queiroz. "Concluímos 2011 com a sensação de que fizemos a nossa parte e esperamos fazer ainda mais no próximo ano", completa.
Solidariedade eventual
Além das empresas que em sua gestão apresentam uma preocupação permanente com a política social, ainda existem aquelas que, em determinado período do ano, estimulam funcionários e colaboradores a participarem mais ativamente de uma corrente de solidariedade.
Este é o caso, por exemplo, da Paulo Baeta Empreendimentos que, em sua confraternização anual, estimula que aqueles que participam da festa contribuam com doações que serão repassadas para creches, asilos e outras entidades do gênero.
Para Wender de Jesus, Analista de Marketing da empresa, "este é um momento maravilhoso, pois todos entram no espírito natalino, se voluntariam a participar. Corretores, supervisores, gerentes, diretores e equipes do administrativo abraçam a campanha em prol de um Natal feliz para instituições carentes. Muitas dessas instituições dependem dessas ações para garantir o mantimento de vários meses do ano. A intenção dessas ações sempre foi promover o bem, proporcionando um Natal melhor a diversas crianças e idosos carentes", afirma.
Para a Paulo Baeta, assim como todas as empresas listadas nesta matéria, é uma satisfação ter a imagem empresarial vinculada a boas ações como esta. Além disso, o sorriso no rosto de crianças e idosos carentes é o maior reconhecimento, é algo que não tem preço.





