SECOVI
   
 

2009: UM ANO DE ARROMBA

Por Miguel Setembrino Emery de Carvalho

Se existe uma certeza, hoje em dia, no mercado imobiliário, é que o ano de 2009 será o mais marcante no âmbito do crédito para a compra de imóveis no Brasil. E isso ficou evidente, principalmente se for levado em conta o volume de recursos disponibilizados pela Caixa Econômica Federal.

A Caixa liberou, até meados do mês de maio, R$ 11,7 bilhões para o financiamento de 248.689 imóveis em todo o país. Esses números correspondem a aumento de 112% em volume de recursos e de 125% no número de moradias, em relação ao mesmo período do ano passado.

Na outra ponta dos bancos oficiais, o Banco do Brasil anunciou a redução na taxa de juros para financiamento de imóveis residenciais e comerciais localizados em área urbana. A medida abrange todas as modalidades de financiamento imobiliário no BB.

A menor taxa efetiva praticada pelo Banco do Brasil no crédito imobiliário passa de 8,9% ao ano, mais a taxa referencial (TR), para 8,4% ao ano, mais a TR, nas operações realizadas no âmbito dos convênios que a Instituição formaliza com empresas e órgãos da administração pública.

Isso, como não poderia deixar de ser, aumentou a competição entre os bancos, privados e oficiais, para a concessão de crédito. A demanda fraca por novos financiamentos tem forçado instituições privadas como Itaú-Unibanco, Bradesco e Santander-Real a reverem suas estratégias de atuação.

Segundo especialistas, o problema está na demanda. A Selic em queda induz a uma oferta maior de crédito. Os bancos criaram um colchão de provisionamento para enfrentar a inadimplência. Quem partir primeiro para o crédito vai conseguir recuperar os resultados, que foram fracos no primeiro trimestre.

Some-se a isto, o fato de que as cadernetas de poupança voltaram a captar recursos em maio. Segundo dados divulgados pelo Banco Central (BC), os depósitos superaram os saques da caderneta no mês passado, resultando em uma captação líquida positiva de R$ 1,88 bilhão em maio.

Com isso, foi invertido o movimento de saída de recursos registrado nos dois meses anteriores (março e abril), quando os saques superaram os depósitos na poupança. De acordo com o BC, maio teve depósitos totais de R$ 78,839 bilhões e saques de R$ 76,958 bilhões.

A somatória de todos estes fatores corrobora a certeza de que 2009 será um ano bastante significativo para o nosso segmento. E isto se levando em conta que mal adentramos na metade do ano. Com a comercialização do Noroeste e demais propostas de crescimento do mercado local este será um ano de arromba.


< Voltar