| ECONOMIA | ||
A VOLTA DA TABELA PRICE Fantasma do passado no mercado imobiliário, a Tabela Price, cogitada para ressuscitar no pacote do governo, fará com que o mutuário pague mais juros na compra do imóvel. A prestação inicial começa menor e vai ficando maior. Segundo o governo, seria uma forma de beneficiar mais famílias de baixa de renda na compra do imóvel. Para o Ibedec (Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo), é um meio de o mutuário sonhar com a moradia e depois perdê-la por não conseguir pagar. De acordo com o Sinduscon-Rio, a volta da Price é um retrocesso. A Caixa Econômica Federal não opera com a Price há seis anos. Usa somente a SAC (Sistema de Amortização Constante), em que a prestação começa maior e vai caindo (ou seja, é decrescente), porque há mais amortizações no início do contrato. Rodolpho Vasconcelos, da Ademi, explica que, quando a prestação inicial é menor, há capacidade de endividamento maior. “É uma forma de estimular a pessoa a comprar. Mas pagará mais caro pelo empréstimo”, disse Vasconcelos, lembrando que até os bancos migraram para SAC, por ser mais segura: “Como a prestação é maior no início e o financiamento menor, o risco para o agente financeiro diminuiu”. < Voltar |
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