| Qual é o melhor investimento? | ||
Qual é o melhor investimento, o capital especulativo ou o produtivo? (JUN/09) De uma forma geral, toda vez que se fala em investimento, por inércia, nosso cérebro nos remete primeiramente a produtos bancários. Por que será? A explicação mais óbvia que vejo para este fato é que todos nós necessariamente temos que deixar o nosso suado dinheirinho nos bancos, nem que seja para avolumar o capital. Com todo este movimento os bancos têm uma penetração mercadológica e uma captação de recursos financeiros fantásticas. Por consequência, têm uma capacidade de investimento em publicidade e treinamento dos seus profissionais também maravilhosos. Assim, nossa mente é bombardeada por diversas variáveis: impulso, propaganda e pessoas; que na maioria das vezes direcionam os nossos investimentos para poupança, CDB, ações, sem sequer verificarmos outras opções de investimento, que muitas vezes estão ligados àquilo em que trabalhamos e conhecemos direta ou indiretamente. Já presenciei casos absurdos de pessoas que deixavam de investir no crescimento das suas próprias empresas, na profissão ou nas áreas de seu conhecimento para aplicar em bolsa de valores, pois “ali é lugar para ganhar dinheiro”, afinal “quem trabalha não ganha dinheiro”. Estes casos não acontecem apenas com pessoas, mas também com empresas multinacionais consagradas, como foi o caso da Xerox que falhou ao não apostar nas invenções de seus famosos laboratórios do Vale do Silício. A empresa inventou o mouse, mas não via necessidade para o produto. Seu esqueleto de computador pessoal foi utilizado pela Microsoft, e a companhia subestimou o mercado de impressoras a laser, outra de suas invenções. Mais pessoal, outro caso que merece elucidar é de um amigo, superinteligente, bem empregado e extremamente calculista, que em 1998 morava de aluguel e tinha dinheiro suficiente para comprar um apartamento de 3 quartos no Sudoeste. Mas, por meio de cálculos, lógicas e etc, fez uma aplicação multi-cesta em bolsa de valores, CDB e poupança prevendo a multiplicação do dinheiro e a compra do “apartamento definitivo” de 04 quartos. Ainda em 2007, ou seja, antes da crise mundial do sub-prime, o valor aplicado não dava para comprar um apartamento de 02 quartos no mesmo bairro, e temo que hoje não deva comprar um de 01 quarto. Com a crise mundial, ficou evidenciado que o planeta estava infestado pela previsibilidade e especulação. Foi assim com o “mundo virtual” da Nasdaq em 2000 e em 2008 de uma forma muito mais robusta e global. Portanto, acredito profundamente na economista hoje estrela de Cambridge, Carlota Pérez, que fez análise consistente informando que o mundo deverá dirigir os seus investimentos para o capital produtivo e não mais para o especulativo. Por tudo isto, voltando ao nosso “mundinho”, Brasília-DF, e para as recentes divulgações dos meios de comunicação que declamaram que o melhor investimento do momento é a poupança, me dou o luxo de concordar em termos, ou melhor, em poucos termos. Digo isto, pois acredito que a poupança sirva para o primeiro acumulo de capital, depois disto o imóvel será o melhor investimento. Faço esta afirmação, primeiro pelo fato que sempre acreditei no capital produtivo em detrimento ao especulativo, mas também, ou principalmente, pela experiência e segurança herdada de família e por atuar nesta área direta e indiretamente. Para os céticos, sugiro contas simples, quase que “de padaria”: se a poupança rende 6% ao ano mais TR, isto representaria pouquíssimo a mais que 0,5% ao mês. E 0,4% a 1,3% ao mês é o rendimento dos aluguéis em Brasília-DF. Ah, não esqueça de somar ao rendimento a constante valorização que os imóveis têm ao ano aqui no DF, a ADEMI-DF divulga algo em torno de 20% ao ano em média nestes últimos 5 anos. Ainda para os que continuam céticos, vale lembrar a lei básica “da oferta & da demanda”, onde a procura por imóveis em Brasília-DF é maior que a oferta. Uma comprovação é o funcionamento dos serviços de locação de imóveis das imobiliárias em Brasília-DF, onde, diferentemente da grande maioria das demais cidades, é o pretenso locatário que tem que ir a imobiliária para pegar a chave e visitar sem acompanhamento o imóvel. Fora exceções, aqui não há a necessidade do corretor ir até o imóvel e apresentá-lo ao interessado, pois se este não quiser tem uma fila querendo, fazendo com que os funcionários das imobiliárias estejam sempre abarrotados de serviços internos. Acrescente a isto, aquilo que quem mora aqui está carimbado de saber: a maior renda per-capita do Brasil, além de ser a mais segura, pois 60% dela são funcionários públicos estaduais ou federais e a famosa falta de lotes para construção. Adicionando “mais fermento”, o crescimento populacional da nossa capital que, segundo o último senso do IBGE, a população ultrapassou Belo Horizonte-MG. Assim, para fazer uma melhor aplicação do seu dinheiro, procure uma imobiliária ou corretor de sua confiança. Caso ainda esteja inseguro, sugiro avaliar imóveis na região onde você conheça. Esta revista e o site www.WIMOVEIS.com.br podem ajudar em muito na quantidade das ofertas de venda e de aluguel, e na qualidade das informações. Concluindo com uma dica simples de investimento imobiliário para locação: dê preferência para imóveis com maior giro e/ou liquidez tais como salas, kits, apartamentos de 01 e 02 quartos. No mais, bons negócios! |
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