Feirão da Casa Própria
   
 

CADA VEZ MAIS POPULAR

Por Rogério Sampaio

A realização dos Feirões da Casa Própria, pela Caixa Econômica Federal, em várias capitais brasileiras quebrou recorde atrás de recorde. Seja no Rio, São Paulo, Curitiba ou Belo Horizonte, por exemplo, o evento arrastou multidões dispostas a investir suas economias em um imóvel, fosse ele novo ou usado. O importante é que o publico redescobriu que imóvel é o melhor investimento.

E, como não podia deixar de ser, não foi diferente em Brasília. Aqui, o Feirão bateu seu próprio recorde ao movimentar em três dias mais de R$ 539 milhões em investimentos no setor habitacional do DF, contra R$ 422 milhões no ano passado. Mais de 37 mil pessoas compareceram ao evento este ano, contra 23 mil em 2008.

Construtoras, imobiliárias e incorporadoras ofereceram mais de 12 mil imóveis, contemplando todas as faixas de renda.

A Via Engenharia, por exemplo, compareceu ao evento com um produto perfeitamente identificado com o perfil do feirão. Segundo Ney Robson, gerente comercial da construtora, “a empresa disponibilizou 160 unidades de um empreendimento em Samambaia voltado especificamente para este público que vai ser alcançado pelos financiamentos disponibilizados pelo plano habitacional do governo”.

Astolfo Alves de Oliveira, funcionário público aposentado, era um representante típico deste público pretendido pela construtora. “Estou procurando um imóvel de acordo com a minha renda. Quero achar um apartamento ou uma casa entre cinquenta e cem mil reais conforme eles anunciaram. De preferência localizado em Ceilândia. Estou de olho neste financiamento que faz parte do plano do governo”, explicou.

Também atrás do sonho da casa própria, mas em busca de um patamar diametralmente oposto, estava o casal de noivos Jardel da Silva Câmara e Fabiana Mota Fonseca, ambos professores de Educação Física, que procuravam um apartamento de até R$ 700 mil no Plano Piloto, onde possam iniciar a vida a dois. “Queremos começar logo com um imóvel que atenda plena e definitivamente nossas expectativas de vida”, explicou Câmara.

Democratização

Durante a solenidade de abertura do Feirão, a vice-presidente da Caixa, Clarice Coppetti, aproveitou para reafirmar o espetacular momento pelo qual passa a indústria imobiliária nacional, quando vem sendo batidos recordes de concessão de crédito para a compra da casa própria, especialmente para o setor de baixa renda.

No caso específico do Feirão de Brasília, a executiva se mostrou animada com o incremento no número de participantes, principalmente com o de construtores, que neste ano atingiu a marca de quase cem empresas presentes ao evento.

Mas, o grande diferencial nesta edição foi a democratização das ofertas, que demonstraram a ampla aceitação do público consumidor pelas opções incluídas no novo projeto habitacional do governo, que provocaram uma maior procura por unidades de viés mais popular.

Se nas edições anteriores as ofertas de unidades habitacionais tinham uma preponderância no Pano Piloto e adjacências, desta feita o mapa se alterou substancialmente. Apenas duas cidades do entorno, Valparaíso e Águas Lindas, responderam por quase 45% das ofertas de imóveis no Feirão.

A primeira cidade do DF a chegar perto das campeãs do entorno foi Águas Claras que, com 15% de ofertas de imóveis, manteve sua hegemonia no DF. Mas, em contrapartida, Ceilândia e Samambaia, que juntas ofereceram 18% das unidades habitacionais disponibilizadas, se confirmaram como o novo grande pólo de desenvolvimento imobiliário.

Outra grata surpresa revelada no Feirão foi o desempenho do Guará, que compareceu com o expressivo número de 7% das ofertas de imóveis, confirmando sua retomada no cenário imobiliário candango. O Plano Piloto, até então absoluto na oferta de imóveis, nesta edição ocupou um modestíssimo 9º lugar, com apenas 2% de unidades oferecidas.

“Ao contrário das edições anteriores, onde a maioria de ofertas de imóveis acontecia no Plano Piloto e lagos, atualmente temos imóveis disponíveis em todas as regiões administrativas do DF, além de inúmeras ofertas no entorno. Isso prova que estamos no caminho certo da democratização habitacional, reflexo da política do governo impulsionada, principalmente, pelo projeto Minha Casa, Minha Vida”, concluiu Clarice Coppetti.




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